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Comunidade da Bacia do Itacorubi faz reunião com membro do IPUF para discutir mobilidade urbana em Florianópolis



Engenheiro Carlos Eduardo Medeiros explicou alguns detalhes do Plano Diretor à comunidade




Data:

22/05/2012

Fonte:

Felipe Albertoni | Da Redação

Fonte da imagem:

Felipe Albertoni

TAGs:

florianópolis, desenvolvimento urbano, plano diretor, prefeitura

Editoria:

Desenvolvimento Urbano


Atualização: 22/05/2012



 

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Preocupadas com a falta de rumo na questão da mobilidade urbana, as comunidades de Florianópolis estão unindo-se para tentar buscar soluções para os problemas de cada bairro. Na noite desta terça-feira, 22, o Fórum da Bacia do Itacorubi, que reúne moradores dos bairros Córrego Grande, Santa Mônica e Itacorubi, promoveu uma reunião com a presença do engenheiro e especialista em trânsito Carlos Eduardo Medeiros, membro do Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (IPUF). Realizado na sede do Conselho Comunitário dos Jardins Flor e Anchieta, o encontro teve como pauta principal o Plano Diretor Participativo, apresentado em abril em reuniões que ocorreram no Centro da cidade.

Superlotação

Medeiros iniciou a discussão apresentando alguns dados: Florianópolis conta atualmente com uma população de aproximadamente 420 mil habitantes e contém uma frota de 267 mil veículos - o que inclui 211 mil carros e 42 mil motos. Isso sem contar os moradores de municípios vizinhos que todos os dias circulam pela Capital. A superlotação da cidade faz com que mudanças imediatas sejam necessárias, mas o Plano Diretor apresentado não conta com a total adesão da população. Na reunião desta terça-feira, a maioria dos participantes argumentou que o Plano Diretor da Prefeitura não leva em conta a falta de espaço que, evidentemente, há em uma ilha já bastante povoada.

O próprio engenheiro do IPUF admitiu que há pontos do Plano Diretor com que ele não concorda, mas defendeu as ações da Prefeitura. Segundo Medeiros, os prédios que estão sendo construídos nos bairros Córrego Grande e Itacorubi, por exemplo, estão seguindo as normas de afastamento com relação às ruas, algo que não ocorria no passado. Ele afirmou ainda que é preciso alargar as ruas da cidade para aplicar o sistema de Bus Rapid Transit (BRT), a via única para circulação de ônibus. A Rua João Pio Duarte Silva (conhecida como a estrada geral do Córrego Grande), por exemplo, é considerada uma via arterial pela sua importância, mas tem apenas 12 metros de largura ao invés dos 18 metros que deveria ter.

Diminuição do número de ônibus executivos gera protesto

Um dos moradores presentes, Chico Pereira reclamou da diminuição de ônibus executivos (os populares amarelinhos) da linha Santa Mônica. Segundo ele, ao questionar a empresa responsável, a resposta obtida foi de que a linha Santa Mônica não gera lucros, e por isso foi reduzido o número de veículos. A informação gerou revolta dos moradores presente na reunião.

Outro ponto levantado no encontro foi a não implantação da ciclovia na Avenida Madre Benvenuta, que corta o bairro Santa Mônica. A responsabilidade da construção é do Shopping Iguatemi (em acordo realizado com a prefeitura), mas o empreendimento não pôde iniciar as obras justamente porque a prefeitura não alargou a via e as calçadas do local como deveria. O prazo para a conclusão da obra já esgotou, e o impasse segue.

Diretrizes Comunitárias

No fim do encontro, a direção do Fórum da Bacia do Itacorubi apresentou algumas diretrizes que devem dar um norte ao movimento comunitário, e que estão de acordo com a nova lei de mobilidade urbana: priorizar o transporte coletivo, valorizar o pedestre, promover o uso da bicicleta e fazer um planejamento consciente do crescimento urbano.