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Especialista defende subsídios para melhorar serviço de transporte público



Para eliminar estereótipos, como o de que usar ônibus é algo exclusivo das populações de baixa renda, o pesquisador defende que é preciso estimular os mais jovens a optarem por esse meio de transporte




Data:

31/10/2014

Fonte:

Natália Pianegonda | Agência CNT de Notícias

Fonte da imagem:

Divulgação/Prefeitura de BH

TAGs:

Subsídios, tarifas, informação, sustentabilidade,

Editoria:

Transporte Público


Atualização: 31/10/2014



 

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Pesquisador da Universidade de Lisboa ainda destacou necessidade de um serviço inclusivo a todos os perfis de cidadãos.



A Lei da Mobilidade Urbana, sancionada em 2012, prevê a criação de subsídios para financiar o transporte público no Brasil. Para o professor e pesquisador da Universidade de Lisboa, Nuno Costa, a medida é essencial para melhorar a qualidade do serviço prestado aos usuários e as condições da mobilidade urbana. 



Palestrante do II Seminário Internacional de Mobilidade e Transportes, realizado em Brasília entre os dias 20 e 23 de outubro, Costa lembrou que, em cidades europeias, o subsídio chega a aproximadamente 40% do valor das tarifas, enquanto no Brasil, com exceção de algumas cidades, esse aporte não existe. “A administração pública que quer promover uma intervenção sobre o transporte tem que estar preparada para pagar. Os recursos podem ser orçamentários, taxas e impostos específicos”, defende. 



Para ele, o serviço e as gratuidades não podem ser custeados apenas pelos valores pagos pelos passageiros. Isso porque, segundo o professor, “não é só o usuário do transporte público que é beneficiado quando o serviço funciona bem. Os beneficiários do transporte público são todos que utilizam as vias porque temos pistas mais livres, além de reduzir os poluentes”. 



Qualidade de vida



Para quem vive nas cidades, o transporte é considerado elemento chave para a garantia da qualidade de vida. Entre os fatores que explicam essa realidade estão a necessidade de deslocamentos mais numerosos e a de utilizar o tempo para cada vez mais atividades. 



Além disso, segundo o professor, o conceito está relacionado à noção de acessibilidade e de um serviço que esteja adequado a todos os perfis. “Deve-se ter em mente que o transporte público não diz respeito aos mais pobres. É um serviço que deve ser prestado para todas as classes sociais, para todas as idades e para todo os gêneros. Isso é garantir um transporte equânime, o que precisa ser considerado nas políticas de mobilidade. Ele deve atender às características de idade, gênero e renda”, reforça Nuno Costa. 



Para eliminar estereótipos – como o de que usar ônibus é algo exclusivo das populações de baixa renda –, o pesquisador defende que é preciso estimular os mais jovens a optarem por esse meio de transporte. “Isso porque o sistema coletivo é ambientalmente correto, mais barato, utiliza melhor o espaço público, é mais seguro que o privado, dá tempo e flexibilidade, além da chance de conectar as outras pessoas”, ressalta. 



Novas soluções



Para o diretor de Regulação de Transportes e Mobilidade Urbana da Fiesp (Federação das Indústrias de São Paulo) e pesquisador da UnB (Universidade de Brasília), Ricardo Marar, um dos desafios para ampliar o uso do transporte público é, também, elevar a acessibilidade à cidade e reduzir a necessidade de deslocamentos. Para isso, defende que se deve buscar soluções mais criativas, e não receitas prontas. 



“As soluções convencionais são fragmentadas, estáticas. Espera-se uma causa/efeito na resposta. Este momento é muito importante na decisão de mudanças”, diz Marar. Na avaliação dele, a forma e as funções da cidade também devem ser debatidas na definição de modelos mais eficientes de transporte coletivo. “Temos que ter condições de viver a cidade todo o tempo e de forma sustentável, promover ações que garantam a saúde física e mental dos moradores, com outras formas de energia, menos poluentes, que tragam mais qualidade de vida. Soluções criativas podem vir desse processo”, argumenta o pesquisador. 



Mais informação e interlocução com os usuários



O acesso à informação gratuita e acessível sobre o sistema de transportes públicos está previsto como direito dos usuários na Lei da Mobilidade Urbana.



Em Belo Horizonte (MG), para facilitar a interlocução entre o órgão gestor de trânsito e transporte e os usuários, a BHTrans (Empresa de Transportes e Trânsito de Belo Horizonte) aposta em placas informativas com linhas e itinerários fixadas nos pontos de ônibus, uma central de atendimento e em ferramentas on-line. 



O projeto Cultura Digital, criado em 2012, envolve, além do portal da BHTrans, uma fanpage no Facebook e um perfil no Twitter. “Buscamos oferecer informações estruturadas com condições de criar uma interlocução com o cidadão”, diz Marcos Vinícius da Silva, supervisor de Informações do órgão. 



A estratégia de comunicação envolve a difusão de campanhas de segurança, informações sobre as condições do trânsito, temas a serem discutidos com a população e esclarecimento de dúvidas. “No dia a dia, o agente recebe a ocorrência, repassa para os gestores das redes sociais que alimentam o portal, a fanpage e o twitter”, explica. Além disso, as redes tornam-se uma forma de avaliar a percepção da população sobre diferentes temas e intervenções realizadas no trânsito de Belo Horizonte. “O cidadão também informa, e isso dá condições de avaliarmos decisões sobre intervenções de mobilidade”, diz ele. 



“No processo de construção da mobilidade sustentável, deve-se considerar a interlocução com os diferentes atores do sistema de transportes e do espaço geográfico. Nesse contexto, é estratégica a implementação de redes sociais institucionais, operadas e monitoradas que permitem a análise de respostas no menor tempo possível”, complementa Silva. Com isso, ele defende que as organizações têm meios para tomar decisões mais adequadas sobre os projetos de mobilidade.



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