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G1: Atropelamentos e álcool nas estradas são tema de balanço sobre temporada







Data:

18/02/2016

Fonte:

G1 Santa Catarina

Fonte da imagem:

Recorte digital de g1.globo.com

TAGs:

lei seca, segurança viária, ciclistas, pedestres, educação no trânsito, Florianópolis

Editoria:

Trânsito


Atualização: 18/02/2016



 

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Encontro em SC reuniu PMRv, PRF, Justiça e associações de ciclistas; Debate também apontou soluções para aumentar segurança na SC-401



Casos de ciclistas e pedestres que morreram atropelados na Grande Florianópolis têm chamado a atenção desde o início da temporada de verão. No caso do jornalista Róger Bittencourt, morto na SC-401 no dia 27 de dezembro enquanto pedalava, e do ajudante de pedreiro Edevaldo Veloso Amaro, atingido a pé a caminho do trabalho no último dia 9, os responsáveis pelos atropelamentos haviam ingerido bebida alcoólica.



A combinação entre álcool e direção foi justamente o tema do terceiro balanço da série “De Olho no Verão”, nesta quarta (17). O debate na sede da RBS TV em Florianópolis reuniu representantes da Polícia Militar Roviária (PMRv), da Polícia Rodoviária Federal (PRF), das organizações de ciclistas Bike Anjo e ViaCiclo e também da Justiça.



Temas abordados:



Cultura do álcool

O inspetor Luiz Graziano, da PRF, criticou o fato de o álcool fazer parte da “cultura” do povo brasileiro. Segundo Graziano, as famílias não estão conscientes dos perigos do álcool.



Festas à beira de rodovia

“Não há polícia que resolva esse problema. Você coloca 20 mil, 30 mil pessoas em uma festa a madrugada inteira na beira de uma rodovia, a polícia rodoviária vai fazer o quê? Nós estamos criando um problema para nós mesmos”, pontuou Graziano.



Ciclistas na SC-401

Milton Della Giustina, fundador da Via Ciclo, que usa bicicleta para ir ao trabalho e para lazer, disse que “felizmente” não precisa passar pela SC-401, diz que não é “loucura” um ciclista necessitar usar a SC-401. “Loucura é quem fez o planejamento não ter adequado a rodovia à necessidade de hoje. Ela não é mais uma rodovia, é uma avenida. Tem muita gente morando e trabalhando em torno da SC. Permitiram a abertura de lojas e querem manter a velocidade de 80 km/h”, diz Della Giustina, que defende uma velocidade máxima de 60 km/h naquela via.



Velocidade x fluidez

“Hoje, a velocidade de 80 km/h dá uma certa fluidez. Se trazer para 60 km/h prejudicaria bastante essa fluidez”, argumentou o tenente-coronel Fábio Martins, da PMRv. Segundo Martins, não é possível comparar a SC-401 com as marginais Tietê e Pinheiros, em São Paulo, onde a velocidade máxima foi reduzida no ano passado.



Medo de atropelamento

Vinícius da Rosa falou de sua percepção na Bike Anjo Floripa, ao formar novos ciclistas. “As pessoas não têm medo de ficar suadas, cansadas,enfrentar um ônibus, pedalar 20 km: elas têm medo de seres atropeladas, e mais do que isso, de nada acontecer. Seja o motorista bêbado, sóbrio ou digitando, um carro passando em cima de alguém de bicicleta vai causar estrago muito maior só de um lado”, disse Vinícius.



‘Postos vendem bebida’

O juiz Sergio Junkes lembrou que Florianópolis é a capital em que as pessoas mais admitem dirigir sob efeito de álcool, com 14%. “Isso é um absurdo. No Brasil é muito fácil o acesso a bebida alcoólica. Os postos de gasolina vendem bebida, é muito fácil”, apontou o juiz.



Educação no trânsito

“A meu ver, o problema começa na família, o que não quer dizer que não vamos enxugar o gelo e prender. A impunidade é uma das causas de tanto abuso”, ponderou Graziano, da PRF.



“A alternativa é a educação, a responsabilidade do condutor. Ele sabe que existe uma lei que o proíbe de dirigir tendo ingerido a bebida alcoólica, mas por que ele faz? Cadê a disciplina consciente?”, questionou o tenente-coronel da PMRv. “A responsabilidade é de cada um, eu não posso fiscalizar todo mundo, parando todos que se deslocam na rodovia”.



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