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PMF: Mobilidade e meio ambiente em discussão







Data:

09/03/2016

Fonte:

Prefeitura de Florianópolis

Fonte da imagem:

Recorte digital de pmf.sc.gov.br

TAGs:

IPUF, Florianópolis, sustentabilidade, poluição, mudanças climáticas, BRT, ônibus

Editoria:

Mobilidade Urbana


Atualização: 09/03/2016



 

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Há poucos dias, a questão das mudanças climáticas esteve no centro das atenções, com o discurso do ator Leonardo Di Caprio durante o Oscar. “A mudança climática é real, está acontecendo agora. É a ameaça mais urgente à nossa espécie e precisamos trabalhar coletivamente e parar de procrastinar”, disse Di Caprio ao receber o prêmio de melhor ator.



“DiCaprio está certo”, ecoou Laura Valente de Macedo no primeiro dia do Seminário Mudanças Climáticas, Mobilidade e Inovação, realizado pelo IPUF, em parceria com a WRI Brasil e apoio da Embaixada Britânica, nos dias 7 e 8 de março. “A cobertura de neve e as áreas geladas estão desaparecendo, com isso há a elevação do nível do mar e a mudança nos ciclos hidrológicos. Aumentam as tempestades e enchentes, enquanto em outra parte do país se sofre com a seca”, afirmou.



Uma das principais causas das emissões de gases de efeito estufa no planeta é a queima de combustíveis fósseis, por exemplo o gás natural e o petróleo, utilizados nos meios de transporte do mundo inteiro. “É importante reduzir o consumo desses combustíveis, não há outra alternativa. Se a gente não fizer nada, os resultados são imprevisíveis”, concluiu Laura Valente, consultora sênior da WRI Brasil.



Entre as soluções apresentadas no primeiro dia do seminário para mitigar os efeitos desses gases, estão os investimentos em um sistema de transporte público eficiente e o projeto do anel viário.



Em 2013, a Prefeitura de Florianópolis começou um estudo minucioso que deu origem ao Plano de Ação Florianópolis Sustentável, lançado em agosto de 2015. Foram levantados 121 indicadores, divididos em 23 temas e separados em três dimensões (ambiental e mudança do clima; urbana; fiscal e governança). Destes, cinco foram aprofundados e priorizados.



Diante destes números apontados pela arquiteta Cibele Assmann Lorenzi, Coordenadora Regional do ICES, o plano indicou 95 ações que o município precisa encaminhar para que a cidade cresça de maneira sustentável, 18 deles de forma prioritária. Foram realizados estudos inéditos como emissão de gases de efeito estufa, vulnerabilidades à mudança do clima e crescimento da mancha urbana da cidade e de seu entorno.



Os cinco temas priorizados – onde Florianópolis precisa melhorar – são: gestão integrada de saneamento básico; vulnerabilidade a desastres naturais; uso e ocupação do solo; Mobilidade; gestão pública moderna.



Também durante a apresentação dos resultados do projeto “Urban Mobility: UK expertise supporting PAC funds”, o Diretor de Ecologia Urbana da Secretaria da Cidade Sustentável de Salvador, João Resch Leal, apresentou as medidas tomadas em Salvador para mitigar os efeitos dos gases de efeito estufa na cidade nordestina.



Desafio



A pauta do segundo e último dia de seminário teve como assuntos principais a construção do anel viário e a implantação dos BRTs (Bus Rapid Transit) e são tidas como soluções tanto para a redução na emissão dos gases como para a própria mobilidade de Florianópolis. “A mobilidade é o grande desafio não só do meu governo, mas das cidades e da nossa geração como um todo”, afirmou o prefeito Cesar Souza Junior. “O importante é fazer essas obras e intervenções urbanas  de maneira que elas já nasçam conectadas com as necessidades de Florianópolis, com maior eficiência energética, menor emissão de poluentes e de mais funcionalidade, aprendendo inclusive com os acertos e erros de outras capitais” concluiu.



Na parte da manhã - restrita a convidados e técnicos da Prefeitura - o engenheiro Américo Pescador, da Secretaria Municipal de Obras, apresentou o projeto do anel viário, quando também foi sugerida pela superintendente do IPUF, Vanessa Pereira, a criação de um grupo técnico de trabalho para serem discutidas as questões do anel viário, para posterior apresentação às comunidades. “Sabemos da magnitude do projeto do anel viário e o grande impacto que vai ter na região do Pantanal, é importante abrir isso para discussão com especialistas e a população em geral e isso é uma grande inovação, por que contextualiza o projeto, que a principio parece apenas um projeto de engenharia  mas ele é na verdade um projeto de cidade”, disse Vanessa. “Então, trazer isso a publico discutindo sobre essa linha de pensamento com foco na mobilidade e na melhoria da qualidade do ar é a grande inovação”, completou.



“O poder público é desacreditado, então é importante ir às comunidades e conversar com os moradores, apresentá-los aos projetos e discutir sobre eles”, disse a assistente social Kelly Vieira, da Secretaria Municipal de Obras.



Durante a tarde, foi realizada a oficina de mobilidade urbana de baixo carbono, com um painel sobre as experiências em mobilidade urbana sustentável e inovação no contexto brasileiro, com apresentações das ações realizadas em Belo Horizonte e Florianópolis.



Também participou da atividade a colombiana Claudia Ramirez, falando a respeito da experiência em Londres. “Florianópolis é uma cidade turística, por isso é recomendável investir em estratégias que induzam as pessoas a caminhar pela cidade”, sugeriu Ramirez, citando a estratégia usada pela prefeitura de Londres, de colocar totens com mapas pela cidade indicando o tempo – e não a distância – levado para a pessoa chegar de um ponto turístico a outro.



Na parte final do seminário, novamente foi debatido o projeto do anel viário, com uma apresentação do arquiteto Michel Mittmann. "Vamos ter algo similar ao sistema de metrô. Teremos terminais, estações, linhas paradoras, exatamente como fazemos no metrô tradicional",disse Mittmann.



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