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The City Fix Brasil: Sobre forma urbana, mobilidade sustentável e o churrasco de domingo







Data:

11/03/2016

Fonte:

The City Fix Brasil

Fonte da imagem:

Recorte digital de thecityfixbrasil.com

TAGs:

sustentabilidade, mobilidade urbana, estudos, veículos, transporte coletivo

Editoria:

Mobilidade Urbana


Atualização: 11/03/2016



 

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Desde que os pesquisadores australianos Newman & Kenworth (1989) publicaram uma pesquisa em que analisaram mais de trinta cidades do mundo e verificaram que, quanto mais densas elas são, menor é o consumo energético ligado aos deslocamentos, os urbanistas defendem a cidade compacta para favorecer a emergência de uma mobilidade mais sustentável.



Acredita-se, então, que a forma urbana tem uma forte influência sobre os comportamentos em termos de mobilidade. Nesse contexto, o habitat denso e os centros urbanos são frequentemente associados à utilização dos transportes públicos e dos modos ativos de deslocamento (caminhada e bicicleta), enquanto as zonas mais dispersas ou suburbanas são associadas a uma utilização frequente dos automóveis e às longas distâncias dos deslocamentos cotidianos.



Entretanto, alguns pesquisadores questionam essa relação pelo fato de que essas pesquisas consideram apenas a mobilidade rotineira, ou seja, aquela realizada durante a semana, e não levam em conta a mobilidade de lazer, mais ocasional e, consequentemente, mais difícil de ser descrita e analisada. Entre esses pesquisadores estão Jean Pierre Orfeuil e Daniel Soleyret, que, no início dos anos 2000, publicaram a respeito do que eles chamam de “l’effet barbecue”, ou, “o efeito do churrasco”. Esses autores analisaram a relação entre as mobilidades locais de curtas distâncias e as mobilidades de longa distância durante a semana e o final de semana em diferentes contextos de forma urbana na França. A conclusão a que chegaram foi de que os habitantes das zonas centrais deslocam-se mais frequentemente em função das atividades de lazer do que os habitantes das zonas periféricas, utilizando frequentemente meios de transporte mais poluentes, tais como o automóvel e o avião. Isso porque os moradores das zonas menos densas teriam um ambiente residencial mais favorável para passar seu tempo livre e fazer, por exemplo, o tradicional churrasco de domingo. Em contrapartida, os habitantes dos centros urbanos deveriam compensar a falta de um ambiente verde, calmo ou ao ar livre do seu lugar de residência e se deslocar mais frequentemente para o lazer.



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