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Mobilize | Olimpíada e Teletrabalho: solução simples para um desafio complexo







Data:

22/03/2016

Fonte:

Mobilize

Fonte da imagem:

Recorte digital de mobilize.org.br

TAGs:

Olimpíada, planejamento, transportes, Pequim, Rio de Janeiro, Londres, congestionamento

Editoria:

Mobilidade Urbana


Atualização: 22/03/2016



 

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Com planejamento, Londres e Pequim incentivaram o home-office e reduziram as viagens urbanas motorizadas durante (e após) o megaevento esportivo em seus países.



Inspiradas no sucesso das Olimpíadas de Pequim em 2008, as autoridades de transportes de Londres desenvolveram um plano durante os Jogos Olímpicos de 2012, visando ao engajamento de empresas públicas e privadas no trabalho a distância. 



Como Pequim e muitas outras grandes metrópoles, como por exemplo o Rio de Janeiro, Londres vivenciava graves problemas de congestionamento e contaminação atmosférica oriunda principalmente da queima do diesel e da gasolina.



A poluição urbana é causada pelos óxidos de nitrogênio - NOx - tóxicos e precursores do também tóxico ozônio troposférico (de baixa altitude) - O3 - e pelo material particulado fino cancerígeno - MP2,5. Este último, segundo a Organização Mundial da Saúde, é o responsável pela morte prematura anual de 2,6 milhões de cidadãos nas metrópoles.  



A poluição climática do dióxido de carbono - CO2, produto da queima descontrolada de combustíveis fósseis, também já constava há muito tempo na agenda prioritária de políticos e autoridades ambientais, como um mal moderno a ser combatido de modo permanente, a fim de evitar o superaquecimento do planeta. Os transportes contribuem com cerca de um terço da carga de gases do efeito estufa.



Londres



Além da poluição no viário superficial, o Metro Londrino apresentava superlotação, registrando cerca de doze milhões de viagens ao dia. Com as Olimpíadas de verão, 500 mil novos usuários trariam uma sobrecarga de três milhões de deslocamentos (25% a mais), em um sistema já esgotado nos horários de pico - prenúncio de um colapso com consequências imprevisíveis para a imagem internacional da cidade e, principalmente, para o bem-estar e segurança dos passageiros.



Daí, uma campanha governamental de 13,3 milhões de libras foi desenvolvida visando a persuadir cidadãos a mudarem seu padrão de deslocamento urbano para modos menos impactantes e mais flexíveis e sustentáveis. Trata-se de um programa hoje conhecido pelos especialistas em mobilidade urbana por GDV - Gestão de Demanda de Viagens Corporativas - que visam a incentivar e promover nas empresas a redução do uso do transporte individual motorizado pelos colaboradores. 



Segundo o secretário de Transportes de Londres, ela foi iniciada alguns meses antes do megaevento esportivo, de modo a permitir às empresas mais tempo para fazerem os ajustes necessários ao trabalho em casa, e planejar as mudanças para outras formas otimizadas de viagens corporativas ... “Nós assumimos o compromisso de reduzir nossa pegada de viagens urbanas motorizadas (travel footprint) durante as Olimpíadas, reduzindo o uso do automóvel, os congestionamentos, a poluição do ar e sonora e a ameaçadora sobrecarga do transporte público” .... “incrementar o home-office é a chave para atingir esses objetivos”. As autoridades municipais estimavam que 40% dos empregados de empresas públicas, considerando os diferentes graus de adesão, adotariam o teletrabalho durante o evento.



Home-office 



A British Telecom (BT), empresa oficial de telecomunicações dos Jogos Olímpicos, já adotava alternativas de home-office abrangendo um sexto de seus 92 mil colaboradores. Conforme suas informações à época da campanha, o teletrabalhador trazia uma economia para a empresa de nove mil libras anuais – nada mal: um total de 138 milhões de libras no ano! O colaborador remoto da BT também era 20% mais produtivo e demandava menos dias de afastamento por problemas de saúde, se comparado a colegas não-aderentes ao trabalho remoto - mais ganhos financeiros de grande monta para a corporação.



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