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ND Online | Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis projeta uma nova SC-401 para o futuro







Data:

31/03/2016

Fonte:

Notícias do Dia | ND Online

Fonte da imagem:

Recorte digital de ndonline.com.br

TAGs:

pedestres, ciclistas, calçadas, ciclovias, SC-401, PLAMUS, BRT, ônibus, Florianópolis

Editoria:

Trânsito


Atualização: 31/03/2016



 

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Segundo especialistas, para revitalizar a rodovia, seria necessário transformá-la de fato em uma via urbana. Nos últimos anos, trecho Norte da SC-401 foi palco de diversas tragédias.



A solução apontada por especialistas passa por uma revitalização completa da estrada, transformando-a de fato em uma avenida urbana. "Há necessidade de se repensar a SC-401. Não só nas questões de infraestrutura, mas também de responsabilidade. O ideal seria uma gestão compartilhada entre Estado e Município em uma transferência gradativa", afirma o doutor em engenharia de transportes, José Lelis de Souza.



O Plamus (Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis) pode ter a solução para a rodovia. O objetivo é remodelar os 19 quilômetros do trecho Norte entre Canasvieiras e o elevado do itacorubi. No canteiro central, haveria a implantação do sistema de transporte coletivo BRT (Bus Rapid Transit) com corredores exclusivos e estações em plataformas elevadas para embarque e desembarque, além de faixas de segurança com ilha de proteção para pedestres, calçadas largas e ciclovias. O custo estimado para tirar a ideia do papel é de R$ 200 milhões. Para tirar todo o Plamus do papel, seriam necessários R$ 3 bilhões. 



Reestruturar a SC-401 não é prioridade



Para executar o Plamus, o principal desafio é resolver o conflito entre o chamado tráfego de passagem - rápido - e o tráfego local, segundo o coordenador Guilherme Medeiros. Mas os atuais 60 metros de largura da rodovia seriam suficientes para executar as obras sem necessidades de grandes desapropriações. "Quando a rodovia foi duplicada, boa parte dos imóveis foram desapropriados e adequados para respeitar o espaço de 60 metros ocupados. Com isso, no espaço que ali existe, de 60 metros, é possível implantar as estações no centro, os corredores de ônibus, as pistas centrais, marginais, ciclovias e calçadas", diz.



Mas a reestruturação da SC-401 não é elencada como prioridade número um do Plamus e nem deve sair do papel tão cedo. A primeira data era começar as obras entre 2021 e 2022. Mas o governo está otimista e pretende executar a primeira etapa do projeto, na Via Expressa (BR-282), até 2018. A Secretaria de Estado de Planejamento trabalha na captação dos recursos. "Quando o Estado receber este projeto, vai aprovar e lançar a licitação em forma de PPP (Parceria Público-Privada)", afirma o secretário Murilo Flores.



Reclamações diárias



Congestionamentos fazem parte da rotina de quem trafega pela SC-401 diariamente. Além de ligar a região central às praias do Norte da Ilha, a rodovia é a principal via de acesso aos bairros João Paulo, Santo Antônio de Lisboa, Cacupé, Vargem Grande, Jurerê, Ratones e Canasvieiras.



No João Paulo está o ponto mais crítico em questão de fluxo, conforme apontado no Plamus. Moradores perdem mais de 30 minutos no trânsito para entrar ou sair do bairro. Além disso a sinalização é confusa. O presidente da associação de moradores da Vila Tecnópolis, Domingos Micaella, declara que muitas vezes o mato toma conta da sinalização e dificulta a orientação para motoristas e pedestres. 



O Deinfra (Departamento Estadual de Infraestrutura) afirma que tem realizado obras de manutenção ao longo dos trechos de responsabilidade do Estado. A terceira faixa próxima ao cemitério Jardim da Paz foi implantada e uma quarta passarela para travessia de pedestres está sendo construída em Canasvieiras.



Faltam ciclovias, calçadas e passarelas



A caminhada pelas limitadas calçadas existentes nas marginais da SC-401 é um desafio para quem está de pé. O estado de abandono é visível. De Canasvieiras ao elevado do Itacorubi são três passarelas para pedestres. "Não temos ciclovia nem local para fazer caminhadas, em algumas partes está um caos", afirma a representante do Conselho Comunitário do Monte Verde, Nádia Teixeira.



Em Canasvieiras, após dezenas de manifestações na rodovia, uma nova passarela está sendo construída a pedido dos moradores. A obra poderia, por exemplo, ter evitado a morte de Selma Carneiro Vieira, 35 anos, atropelada quando atravessava a SC-401, em uma área extremamente urbanizada. A passarela, prevista para estar pronta em fevereiro, só deve ser concluída no início de maio.



Obras simples, mas eficazes



É consenso entre especialistas que investir em melhorias na infraestrutura é o único caminho para traçar um novo futuro de uma rodovia. Tanto que o Km 18, conhecido como curva da morte, teve sua história reescrita. Entre 2006 e 2013 o número de acidentes no local aumentou 422%. Nos anos seguintes, a estatística descrescente surpreendeu. A PMRv atribui a diminuição das ocorrências às intervenções de pequeno porte realizadas no local. Os guard-rails foram reforçados, bem como a sinalização, e o limite de velocidade foi reduzido.



José Lelis Souza, doutor em engenharia de transportes



"À medida que se foi utilizando o solo, misturou-se o fluxo de veículos com a circulação de pedestres e ciclistas. Por isso, é preciso repensar a operacionalidade da rodovia".



Cássio Taniguchi, superintendente da Suderf (Superintendência de Desenvolvimento da Região Metropolitana da Grande Florianópolis)



"A SC-401 não é mais rodovia, é uma via urban e precisa ter um tratamento adequado como tal, com revitalização completa. Não tem mais sentido ter rodovias dentro da cidade".



Cailton Bortoluzzi de Oliveira, engenheiro do Deinfra



"Estamos elaborando projetos para pontos críticos da rodovia e nas marginais. Vamos conciliar estes projetos com o Plamus de revitalização de toda a rodovia e alguns pontos de entrada para bairros, como no João Paulo".



Sander de Mira, presidente da ACIF (Associação Comercial e Industrial de Florianópolis)



"Só de negócios na região da SC-401 são mais de 500. E há um grande número de novas operações que irão se intalar ali. Não há mais como deixar de lado que a SC-401 tem características urbanas".



O que diz o Plamus



A proposta de remodelação da SC-401 é guiada pelas seguintes premissas:



> Implantação de sistema de transporte coletivo BRT, com os corredores exclusivos dispostos junto ao canteiro central, estações em plataformas elevadas para que o embarque e desembarque ocorram em nível, garantido assim eficiência e acessibilidade ao sistema;



> Junto às estações, dispostas a cerca de 600 metros, encontram-se as faixas de segurança, com ilhas de proteção aos pedestres para travessia em nível da via que passará a ter caráter de avenida urbana;



> Calçadas largas e ciclovias bidirecionais que possam garantir o acesso às edificações em ambos os lados da via, complementadas pela presença de árvores, postes de iluminação de baixa altura, bancos, lixeiras, entre outros.



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