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LabTrans | Por que reduzir velocidades é fundamental para a segurança viária?







Data:

11/04/2016

Fonte:

LabTrans

Fonte da imagem:

Recorte digital de labtrans.ufsc.br

TAGs:

velocidade, segurança viária, transportes, estradas, congestionamento

Editoria:

Trânsito


Atualização: 11/04/2016



 

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Dois anos atrás, em uma sessão de treinamento no Banco Mundial, em Washington, o Dr. Kavi Bhalla da Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health pediu aos participantes que encarassem suas próprias palmas das mãos. O encontro contava com profissionais de todo o mundo que trabalham com os governos nacionais e locais sobre a política e os projetos de transporte. Quando as pessoas, ainda hesitantes, acataram seu chamado e encararam as próprias mãos, o Dr. Bhalla sentenciou: “suas mãos estão manchadas de sangue”.



Começar assim sua palestra foi escolhida por Bhalla para demonstrar que aqueles responsáveis pelo planejamento das estradas têm cometido um grave erro há mais de 100 anos. Exatamente por utilizarem a capacidade das estradas e velocidade como os principais objetivos do seu trabalho. Quando, na verdade, esta abordagem tem sido um fracasso monumental. Não só a construção de estradas não melhora o tráfego em áreas urbanas, como também aumenta o número de mortos e feridos graves. Vias expressas e rodovias urbanas tornaram-se “estacionamentos” durante as horas de pico e armadilhas mortais nas outras horas do dia.



Mais espaço viário = mais congestionamento, mais fatalidades



Economia básica explica como a mobilidade não melhora com maior capacidade para carros. Desde Ibn Taymiyyah, no século XIV e John Locke em 1691, ficou claro que a demanda por um bem ou serviço aumenta à medida que o preço baixa, e isso serve para tudo. No tráfego rodoviário, o princípio é o mesmo: quando o tempo de viagem cai, o tráfego de automóveis sobe. A capacidade adicional que foi adquirida por meio da expansão da estrada é perdida para o tráfego devido à demanda induzida (também conhecida como “efeito rebote”), após 3-4 anos. Como Lewis Munford escreveu em 1963: “Aumentar a largura da estrada para reduzir o congestionamento é o mesmo que afrouxar o cinto para combater a obesidade.”



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