Busca por Ônibus em Florianópolis



 Buscar  
 Buscar

Parceiros:


  
FITZZ | e-bikes

MIX Rocha

MObfloripa | Guia

Everbike

PLAMUS


NTU | Em tempo de aprender com outras cidades







Data:

14/04/2016

Fonte:

NTU, Correio Braziliense

Fonte da imagem:

Recorte digital de ntu.org.br

TAGs:

BRT, transporte público, ônibus, Curitiba, Rio de Janeiro, Transcarioca, trânsito, integração,

Editoria:

Transporte Coletivo


Atualização: 14/04/2016



 

imprimir artigo



 

enviar por e-mail



Share/Bookmark

Leia também...

* Linhas de Canasvieiras recebem alterações em outubro



* Circulação de ônibus deve operar com frota mínima em caso de greve



* Paralisação no transporte coletivo de Florianópolis deve ser comunicada pelo menos 72 horas antes



* Nova linha executiva para o Campeche



* Projeto de Lei cria o vale-transporte social





A Copa do Mundo de 2014, possibilitou o avanço do Bus Rapid Transport (BRT) pelo Brasil. No Rio de Janeiro, ele foi implantado exatamente por causa do evento. Mas, mesmo antes do campeonato, o sistema já estava em algumas localidades, como Curitiba. Brasília, também pegou carona no pacote de obras para mobilidade durante o Mundial. O Expresso DF Sul, inclusive, ultrapassa em extensão os projetos desenvolvidos em cidades como Recife, Belo Horizonte e até São Paulo. Mas a capital ainda aprende com outros centros como aproveitar da melhor forma o BRT.



Curitiba concebeu o primeiro sistema no mundo, em 1974. Por lá, o BRT conta com 81km de extensão e, por dia, leva cerca de 750 mil pessoas. Ele é ligado em sete eixos que alcançam as principais regiões da cidade, com a integração do sistema convencional de ônibus e o uso de faixas exclusivas. Nas pesquisas, usuários avaliam de forma positiva o transporte, mesmo sendo considerado antigo. Desde 2010, o programa passa por modificações a fim de reparar os danos causados pelo tempo e atender à demanda da crescente população.



Assim como Curitiba, o BRT do Rio de Janeiro também é bem avaliado em pesquisas. O Transcarioca, como é conhecido, tem uma extensão de 97km. A Associação Nacional das Empresas de Transportes Urbanos (NTU) fez um estudo recente sobre o sistema pelo país e considera o projeto da capital fluminense como o melhor no Brasil. "É um projeto autêntico de BRT, pois toda a estrutura foi pensada para o sistema. As pistas exclusivas têm poucas intervenções (divisão de trânsito). Também conta com a integração a outros modais, como convencionais e metrô. As estações são arejadas, com segurança que colocam a escolha do sistema lá como um corredor de excelência", detalha o presidente da NTU, Otávio Cunha.



Em Belo Horizonte, o BRT foi batizado como Move. Por lá, o sistema começou a operar em maio de 2014, com dois corredores nas principais avenidas da cidade. Transporta 500 mil usuários por dia e conta com uma frota de 450 veículos, entre articulados e do tipo padrão. Os investimentos chegaram a mais de R$ 1,3 bilhão. A Empresa de Transportes e Trânsito (BHTrans) aponta usuários satifeitos. Mesmo assim, a NTU considera falhas iniciais no projeto - como a segurança. Antes da chegada dos vigilantes ao sistema, a média era de uma ocorrência violenta a cada quatro dias.



No DF,  o presidente da NTU explica que o BRT consiste na garantia de conforto e agilidade para os usuários: passagem pré-paga, sem uso de dinheiro; estações e terminais arrojados; conforto nos ônibus; possibilidade de ultrapassagem entre os articulados; e faixas exclusivas. Em relação ao sistema implantado no Distrito Federal, Cunha aponta que a via deveria ser separada por algum obstáculo - para evitar a invasão de demais veículos no espaços -, mas o objetivo de manter velocidade constante é cumprido na capital. "Nesse sentido, funciona bem porque os veículos atingem a velocidade e também escapam daquele trânsito intenso da BR-040", elogia. O problema é que o programa não está completo. Nos planos da Secretaria de Mobilidade está a finalização dos trechos 3 e 4 - que compreendem a conclusão de faixas exclusivas entre a Candangolândia e o terminal da Asa Sul. O investimento está dentro dos R$ 230 milhões previstos para o término do trecho Sul.



A faixa exclusiva para uso do Expresso DF Sul é apontada como vantajosa para o auxiliar administrativo Johnson Mendes Pereira, 19 anos. O jovem mora na Quadra 302 de Santa Maria e trabalha próximo à estação Park Way. O percurso, antes feito em 1h30, atualmente é realizado em 40 minutos. "Era complicado porque os ônibus pegavam todo o trânsito com os carros. Praticamente ficávamos parados. Pela via única, ele trafega livremente e mantém a velocidade", disse. Para Johnson, o fato de os ônibus articulados possuírem sistema de ar condicionado é positivo. "É bem mais confortável".



Para o presidente da NTU, o projeto de Brasília precisa de adaptações, como o sistema de integração com as estações ao longo dos trechos. O ideal, segundo Otávio Cunha, seria que linhas convencionais também fizessem ligações com as paradas do BRT. "É aconselhável que o sistema seja ligado com outros modais", aponta. O secretário de Mobilidade, Marcos Dantas, garante que esse é um dos projetos de melhoria para o Expresso DF. "Estamos em busca de equilibrar o sistema com o uso dos convencionais, metrô e BRT. A intenção é que esses sistemas sejam ligados", comenta. A promessa é que isso venha acompanhado do uso de tecnologia, com monitoramento de horários dos articulados e o fluxo das estações e terminais.



Fonte: Correio Braziliense 



Acesse essa notícia direto da fonte