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Seminário de Mobilidade Urbana e Segurança no Trânsito: uma visão integral







Data:

29/04/2016

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Divulgação

TAGs:

seminário, segurança viária, trânsito, desenvolvimento urbano, transportes, Florianópolis, UFSC

Editoria:

Mobilidade Urbana


Atualização: 29/04/2016



 

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Os desastres de trânsito constituem um grave problema social, estando entre as principais causas de morte e traumatismos em todo o mundo As lesões provocadas por este agravo impõem um pesado ônus à economia das nações, impactando os serviços de segurança, de infraestrutura, de seguridade social e de saúde. Famílias e indivíduos também são impactados economicamente e em sua qualidade de vida. (OMS, 2007).



Estudos indicam que no ano de 2010, aconteceram, no mundo, 1,24 milhão de mortes por acidente de trânsito e cerca de 50 milhões de pessoas sobreviveram com traumatismos e feridas, representando a 1ª causa de mortes na faixa etária de 15-29 anos de idade. Atualmente, os acidentes de trânsito geram um custo global de US$ 518 bilhões/ano. Se medidas protetivas não forem implementadas estima-se que haverá 1,9 milhão de mortes no trânsito em 2020 e 2,4 milhões em 2030 tornando-se a 7ª maior causa de óbitos no mundo, matando mais do que doenças como diabetes e hipertensão (OMS, 2007; 2010). 



Neste cenário o Brasil é o 5º país em número de óbitos. De 2001 a 2012, o número de mortes em decorrência dos desastres de trânsito no país aumentou quase 50%, somando 453.779 vítimas com custo estimado de R$ 44,6 bilhões. Em 2012, foram registrados mais de 60 000 mortos, um aumento de 4% em relação a 2011, e 352 000 casos de invalidez permanente (BRASIL, 2014). Isso significa uma vítima com invalidez permanente a cada 2 minutos e um óbito a cada 9 minutos.



Em Santa Catarina, ao contrário do que ocorre com a média nacional, a taxa de mortalidade em desastres de trânsito é maior que a de homicídios. Em 2011, por exemplo, o trânsito matou três vezes mais que os homicídios: 31,6 óbitos por 100.000 habitantes e 12,6 óbitos por 100.000 habitantes, respectivamente taxa de mortalidade, em 2011, foi 40% maior que a média nacional.   (Mapa da Violência, 2013).



Em Florianópolis os dados igualmente apontam para elevada Taxa de Mortalidade por acidentes de trânsito. Em 2013 a taxa foi  11,7 óbitos por 100.000 habitantes, em 2014 elevou para uma taxa de 18 óbitos por 100.000 habitantes e para 2015 análises preliminares apontam para uma taxa de 12 óbitos para 100.000 habitantes.



A responsabilidade pela segurança viária deve ser partilhada entre os planejadores/gestores do sistema viário e os seus usuários, o que é contrário à cultura corrente, onde se culpabiliza apenas um destes. Assim, não há como reduzir a mortalidade no trânsito sem uma articulação de diversos atores governamentais, empresariais e da sociedade civil.



A cidade de Florianópolis passa por um momento importante no que se refere à mobilidade urbana, contando com dados, informações, projetos e previsões de recursos que auxiliam o planejamento eficaz da mobilidade da região. Está  em pauta os processos que compreendem desde a concepção e projeto à gestão e operação das redes urbanas de infraestruturas e suas interações com o projeto urbano das cidades e as conexões entre os diversos sistemas.



O modelo de desenvolvimento urbano preconizado por políticas públicas indica  uma cidade voltada às pessoas pensada em um contexto metropolitano, com transporte coletivo de qualidade e prioridade a pedestres e calçadas, com condições de conforto e segurança e valorização dos espaços públicos, trazendo convívio social, vitalidade e segurança.



A partir das diretrizes da Política Nacional de Mobilidade Urbana deriva o Plano de Mobilidade Urbana de Florianópolis com oportunidade declarada de: “Fortalecer as instituições municipais e metropolitanas para realizar o planejamento e a gestão urbana de modo a construir uma cidade para as pessoas, aplicando o conhecimento existente e repactuando Florianópolis com participação e responsabilidade social e cidadã”.



Nesse contexto a  Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e a Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF) em parceria com a Rede Vida no Trânsito e em referência ao Movimento Maio Amarelo promovem o “Seminário de Mobilidade Urbana e Segurança no Trânsito: uma visão integral”. O evento objetiva reunir instituições públicas e sociedade civil para ampliar o conhecimento sobre mobilidade urbana e segurança no trânsito no município assim como discutir estratégias que permitam tratar este tema de forma integral e intersetorial.



O evento alude ao Movimento Maio Amarelo criado para conscientizar a sociedade da importância de um comportamento seguro no trânsito assim como coordenar ações entre o Poder Público e a Sociedade Civil sobre segurança viária, discutir o tema, estimular o engajamento de todos em ações e propagar o conhecimento, abordando toda a amplitude que a questão do trânsito exige, nas mais diferentes esferas. O Movimento Maio Amarelo  chama a atenção para o alto número de mortos e feridos no trânsito em todo o mundo e acredita que evidenciar as ações na mídia, envolver a sociedade e realizar ações nas comunidades são importantes passos para a preservação de vidas no trânsito. Desta forma, a integração de todos no Movimento Maio Amarelo   contribui para o alcance dos objetivos e compartilha responsabilidades para promover uma mobilidade urbana mais segura. 



Seminário de Mobilidade Urbana e Segurança no  Trânsito: uma visão integral  está organizado em dois períodos. No período matutino, em mesa redonda, buscando integrar  estratégias e discursos entre as diversas instituições envolvidas, serão apresentados a Política Nacional de Mobilidade Urbana, o Plano de Mobilidade Urbana da Grande Florianópolis (PLAMUS), as ações em desenvolvimento do Instituto de Planejamento Urbano de  Florianópolis (IPUF), como o  Plano de Mobilidade de Florianópolis, boas práticas em desenho urbano para políticas de trânsito calmo, zonas 30 e áreas residenciais de coexistência. O período da tarde inicia com a apresentação sobre a Rede Vida no Trânsito que reúne organizações governamentais, empresariais e da sociedade civil para fortalecer as ações de segurança viária. Na sequência terá  oficinas com o objetivo de construir coletivamente uma “Carta de Florianópolis” que contribua para o desenvolvimento da cidade como referência em sustentabilidade, com ações e propostas voltadas às pessoas, dando acesso e oportunidades as mesmas no espaço urbano proporcionando o exercício de mobilidade em condições adequadas.



Florianópolis busca desenvolver um plano de mobilidade que integre seus habitantes com alternativas de transporte além do automóvel. Para isso, é primordial que todos os setores da sociedade estejam engajados.



As inscrições são gratuitas: http://inscricoes.ufsc.br/mobilidade-urbana-seguranca-viaria

O evento limita-se a 200 participantes.

Local: Centro de Eventos da UFSC – Campus Universitário Davi Ferreira Lima | 11 de Maio de 2016 – das 08:00 as 18:00 



Confira a programação do evento clicando aqui.