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DC | Deficientes físicos passam por dificuldades na hora de pegar ônibus em Florianópolis







Data:

06/09/2016

Fonte:

DC - Diário Catarinense

Fonte da imagem:

Recorte digital de dc.clicrbs.com.br

TAGs:

transporte coletivo, ônibus, mobilidade reduzida, Aflodef, Florianópolis

Editoria:

Acessibilidade


Atualização: 06/09/2016



 

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O que eu passei: Dia desses, há cerca de duas semanas, peguei ônibus para voltar para casa. Como de costume, esperei pouco menos de dez minutos no ponto até o coletivo aparecer. Não tive dificuldades ao subir, nem ao passar a catraca e nem para sentar. A linha era Tican/Ticen via Mauro Ramos e o veículo era adaptado com elevador para deficientes físicos.



Era por volta de 18 horas – horário de pico. Ainda na SC-401, uma primeira pessoa em cadeira de rodas entrou. O espaço destinado para ela, no meio do ônibus, naquele momento, já estava ocupado por outros usuários, que estavam em pé. Passinho para cá, passinho para lá, o cadeirante conseguiu um espacinho para ficar.



Quando ele pediu para desembarcar, já na rua Mauro Ramos, no Centro, o ônibus não conseguiu parar de forma que fosse possível para o cadeirante descer do elevador em segurança, no nível da calçada. Foram precisos alguns minutos de manobras.



Em seguida, uma senhora, com mobilidade reduzida, mas que não usava cadeira de rodas, pediu para desembarcar. Ela também precisava usar o elevador, pois, visivelmente, corria o risco de cair nos degraus.



Na próxima parada, na região do Instituto Federal de Santa Catarina (IFSC), mais um cadeirante estava no ponto de ônibus: um rapaz, com sua mãe. O cobrador, responsável pelo manuseio do elevador, só respirou fundo. Encarou a multidão do ônibus e aos berros pediu para as pessoas darem espaço ao menino na cadeira de rodas. Era notável: o rapaz e a mãe estavam constrangidos com a situação.



Com a chegada ao Ticen, todos desceram assim que as portas se abriram. Olhei para trás e o menino na cadeira de rodas e sua mãe ainda estavam no ônibus, sendo os últimos a saírem.



Por mais que fosse um horário que muitos voltavam para suas casas, a situação me deixou reflexiva. Olha quanta gente precisou de um veículo adaptado, em um único trajeto. A cidade está preparada para atender as necessidades do deficiente físico?



A Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef) diz que ainda há um caminho extenso para garantir o direito de ir e vir, a igualdade de oportunidades e a independência do deficiente físico, a começar no transporte público, tema desta reportagem.



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